STUDIO DE BALLET BERTHA ROSANOVA JAZZ PILATES DANÇA CONTEMPORANEA  ALONGAMENTO E FORÇA LARANJEIRAS RIO DE JANEIRO BRASIL

Leila Baptista Gonçalves

 

Entrei para o Studio Bertha Rosanova nos anos 70, dando continuidade aos meus estudos de ballet classico. Tive o prazer e o privilegio de ser aluna de Bertha Rosanova, expoente da Dança Classica no Brasil, tendo sido a primeira e única a obter o título de Prima Ballerina Assoluta. 

Lembrar de Bertha só me traz felizes recordações. Figura carismática , conseguia transmitir às suas pupilas, não só a técnica que tanto aspiravamos , mas também a importância de conjuga-la à parte artistica. Sua paixão e dedicação ao ballet eram contagiantes, e marcaram gerações. 

A vida me afastou do Studio , tanto por questões geográficas , tanto pela carreira que escolhi, mas nunca me esqueci desse tempo, nem do amor pela dança. Sempre que alguém me perguntava com quem eu havia estudado ballet, orgulhosamente dizia: "com Bertha Rosanova!". 

Há um ano atras , tive a grata satisfação de retornar ao Studio para fazer um curso de férias com o querido prof. Eric Valdo, outro personagem importante na minha formação. A sensação de voltar ao Studio me trouxe tamanha felicidade, que tomei a decisao de retomar as aulas lá. 

Hoje, meus pliés estao sob a batuta de Ava Rozenblat, filha de Bertha, com o mesmo cuidado e carinho dedicados nos tempos de menina e adolescente. 

Querida Ava, um grande beijo e um muito obrigada ! 

Leila Baptista Gonçalves

Rosana Rosenblatt

Queridas Profa Bertha e Ava, Minha filha, Marcella, ingressou no Studio Bertha Rosanova com 5 anos de idade, na turminha do baby class. Mas, com 4 meses de treinamento, a Profa. Bertha a mudou para o nível 1, tamanha era sua dedicação e amor pelo ballet clássico,posso lembrar da Marcella assistindo a aula das mais velhas e as imitando, enquanto aguardaca seu horário. E isso não passou desapercebido pela grande Mestre de Ballet - BERTHA ROSANOVA. Lá se vão 10 anos e a Marcella hoje faz vários níveis e está realizadíssima com a tudo que aprendeu nesta escola. Porque minha filha não aprendeu somente a dançar bem o ballet, está numa grande família, é assim a escola BERTHA, uma familía que também ensina a seus alunos: posturas diante dos obstáculos, retidão de caráter, senso de responsabilidade, tratando-os com atenção, carinho e seriedade.
Não tenho palavras para agradecer a 1ª Bailarina Absoluta do Corpo de Baile do Theatro Municipal, fica meu MUITíSSIMO OBRIGADA!! E ETERNA ADMIRAçãO!! beijos

Rosana

 

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Ava Rozenblat e Bertha Rosanova

 

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Marcella Rosenblatt

ELIANA caminada E MARCELO Misailidis romeu e julieta studio de ballet bertha rosanova dança laranjeiras jazz pilates alongamento dança contemporânea ballet adulto ava RIO DE JANEIRO BRASIL marcella lago.png.png

Eliana Caminada e Marcelo Misailidis

Marcella Rosenblatt

Não existem palavras que definam os maravilhosos anos que passei no Studio Bertha Rosanova, tão amado por nós alunas e nossas famílias! Desde pequena sempre me encantei com o ballet clássico. Entrei no Studio aos 5 anos de idade, e estou há 10 anos, cresci lá, com pessoas ótimas, sempre ajudando umas as outras em todos os aspectos, mas principalmente com o ballet. Pessoas maravilhosas com quem aprendi e terei eterna admiração, por tudo que tenho conquistado, nesses anos de tremenda dedicação e amor ao ballet. A Profa Bertha sempre será um exemplo para mim, o melhor exemplo que alguém pode ter, pois em toda sua carreira, sempre teve garra, determinação e um amor imensurável ao ballet. Falar da Profa. Bertha é uma tarefa fácil e ao mesmo tempo muito difícil: Fácil pois suas qualidades são inúmeras e seus talentos infinitos. Difícil porque me emociona só de pensar o quanto já aprendi com ela. Ela sempre com um sorriso no rosto, determinada a ensinar com o maior amor, carinho e perfeição do mundo!! Só tenho a agradecer por tudo que fizeram por mim, Profa Bertha e Ava, muito obrigada mesmo!! Vocês estarão sempre no meu coração, na minha memória e na minha história, pois fazem parte dos melhores anos e melhores momentos da minha vida, obrigada por não desistirem de mim!! Amo vocês! Milhões de beijos muito carinhosos.

Marcella

Tatiana Escovedo

Aprender ballet é muito mais do que aprender a fazer pliés e piruetas; é uma filosofia e uma verdadeira escola de vida. Entrei no Studio em 1994, com 9 anos, com o sonho de um dia ser uma grande bailarina. Acabei aprendendo muito mais. A professora Bertha me ensinou a aprender e a ensinar, da mesma forma doce e carinhosa, mas firme, que procuro ensinar às minhas alunas. Para ser um bom mestre, devemos primeiro aprender a ser um bom discípulo; e a professora Bertha sempre cumpriu esta tarefa de forma magnífica, ensinando aos seus alunos disciplina e respeito ao próximo. Hoje em dia, me orgulho muito de ser sua aluna por todos esses anos, durante os quais ela se tornou muito mais que uma professora pra mim, estando muito presente em todos os momentos importantes da minha vida, sempre disposta a ajudar com uma palavra de incentivo. Ava e Bertha, me orgulho IMENSAMENTE de fazer parte da vida de vocês e da história do Studio, minha segunda casa, onde conheci as pessoas maravilhosas que considero parte da minha família. Contem comigo sempre! Beijos com muito amor, Tatiana.

Eliana Caminada  - O ROSTO DE BERTHA

O rosto de Bertha é inconfundível. é belo, será para sempre belo, cênico, poderoso, inesquecível. Não sabíamos da homenagem a Bertha Rosanova. Foi uma emocionante surpresa propocionada pelo espetáculo de encerramento da Escola de Danças Maria Olenewa. O pretexto? Bertha não precisa dele, mas registrava-se ali os 45 anos em que, graças à competência e confiança de d. Eugênia Feodorova e à garra dos nossos bailarinos fora montado pela primeira vez nas Américas "O Lago dos Cisnes" na sua versão integral. Ela entrou e demorou alguns segundos para falar. Como dizia o texto que a introduzira, sua voz soa mansa e serena; tanto quanto foi magnética a sua dança. Eu e Eric
Valdo nos levantamos para aplaudi-la sabendo que é pouco, muito pouco, para o que Bertha simboliza para o Corpo de Baile do Theatro Municipal, para sua história e para o público que a conheceu, aplaudiu e fez dela seu ídolo maior. Flores, reportagens, entrevistas, grande gala, tudo cabe numa homenagem a uma artista de tal envergadura.

Olhamos seu belo rosto, um dos únicos que conheço que dispensa maquiagem forte num palco daquele porte. Seus traços são, ainda hoje, iluminados, definidos, dramáticos. Pela nossa memória passaram momentos vividos junto a essa grande artista, Eric muito mais do que eu. Não se comunicam sempre, não se v
eem com tanta frequência, mas o bem-querer é profundo, desconhece detalhes menores, prescinde de contato. A raiz é tão sólida como a de um jatobá. A amizade entre Bertha e Eric é indestrutível.

Lembramo-nos da homenagem que eu e Vera Aragão havíamos prestado aos que haviam participado daquela encenação no aniversário dos seus 40 anos na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Contáramos com o entusiasmo e a sensibilidade histórica da dra. Veronica Haikal, então, diretora da Instituição, mas ver Bertha no palco do Municipal suscitou recordações de suas grandes interpretações: "Noite de Walpurgis", tanto na versão de Tatiana Leskova quanto de Feodorova, "Galo de ouro", igualmente nas versões das duas mestras, "Luta Eterna" de Igor Schwezoff, "Giselle" e "Romeu e Julieta" de Maryla Gremo.

"Romeu e Julieta". Como esquecer dela e Aldo Lotufo nessa obral magistral? Em casa reli o capítulo final do livro que escrevi sobre a vida de Gremo para a série Memória dos Artistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual contei com o depoimento de Marcelo Misailidis; resolvi disponibilizá-lo nessa coluna. Aí vai: "Na platéia o silêncio é tão imenso que sufoca. No palco Bertha Rosanova e Aldo Lotufo interpretam a mais bela e inspirada versão que conhecemos da Abertura Fantasia de Tchaikovski de Romeu e Julieta.

A química entre aqueles bailarinos foi única na história do Theatro Municipal. Ela, cabelos muito negros, rosto definitivamente cênico, dionisíaca, uma presença poderosa e profundamente feminina e sensual; ele louro, belo, perfil clássico, a própria imagem idealizada de Apolo-Romeu. Nada nem ninguém os superou em cena neste ballet . Na coreografia de Maryla só aparecem os dois personagens título, mas é como se toda a tragédia shakespeareana tomasse conta do tempo, do espaço e da música. Tudo é totalmente preenchido pela criação coreográfica.

Quem dança e quem vê sequer percebe que o faz há vinte minutos. Sem parar. Romeu morre com a urgência que marcou sua vida tão breve quanto intensa. Morte de Julieta, momentos finais da melodia. A coreografia expressa a dor, o desespero e a decisão apaixonada, correspondendo à expectativa do p
úblico e dos artistas. " The tragic world is a world of action “ um mundo trágico é um mundo de ação ", frase de Shakespeare, bem organicamente adequada à cena que traduz autor e compositor. Nem luta ou vida na eternidade, nada que contrarie a inspiração, a sugestão musical e o texto.

A composição de Tchaikovski, esse romântico descaradamente emocional, envolve a coreógrafa, os bailarinos, a orquestra. E o p
úblico!!! Ninguém, nem a equipe técnica resiste à força daquele momento de verdade desses grandes artistas: Gremo, Rosanova e Lotufo. Uma tempestade de aplausos contrasta com o absoluto silencio e exerce um efeito catártico sobre a audiência. Na memória de quem vê, de quem viu, uma cena que fica marcada para sempre. Em 1992, Bertha e Aldo remontaram para mim e Marcelo Misailidis o Romeu e Julieta de Maryla. Incontáveis foram os dias em que, assistindo a ambos, meus olhos se enchiam de lágrimas. Em vários momentos eles voltavam a ser Romeu e Julieta, a famosa cumplicidade se estabelecia de novo e eles recuperavam sua juventude. A meu lado Misailidis, aos vinte e dois anos, surpreendia-se sendo envolvido por uma espécie de túnel do tempo. Quem era Maryla Gremo? Como tinham dançado Bertha e Aldo? Que mística nos mantinha tão emocionados a todos os que assistiam aos ensaios? Isso é ele mesmo que pode explicar melhor:

"
É muito difícil falar de alguém com quem não tivemos a oportunidade de conviver; mesmo tendo dançado uma de suas obras. Foi através da emoção do que foi vivido e a mim transmitido por Bertha Rosanova e Aldo Lotufo e por toda uma geração de artistas por quem nutro imensa admiração, que obtive as respostas para desvendar Maryla Gremo e me sentir seguro para participar do que chamaria de restauração de Romeu e Julieta. Como muitas de suas obras, essa permanecia uma linguagem desaparecida. Relatos, retratos, ensaios com Eliana Caminada deram início a uma emocionante aventura em que, juntos, vasculhamos recordações.

O resultado revelou o que sempre procuro e raramente encontro: um produto de pesquisa inteligente e de uma inspiração rica e fértil, que dá ao intérprete a possibilidade de se realizar plenamente. Foi assim, como quem desvenda mistérios, como quem sonha ao rever um raro e precioso álbum de fotografias, como quem se deslumbra com a música de Tchaikovski, como quem dança William Shakespeare traduzido em movimento, que conheci Maryla Gremo...

" Eliana Caminada é professora de História da Dança na Univer Cidade e Universidade Castelo Branco e foi primeira bailarina do Theatro Municipal
do RJ